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Que não nos devemos levar muito a sério. Aliás, nem muito nem pouco – nada.
Que os sábios chafurdam na dúvida e fogem da certeza como o diabo da cruz.
Que o amor não é eterno nem enquanto dura.
Que a amizade inicia a sua descida para os infernos no dia em que nos dizem “ligo-te para a semana” depois da primeira vez em que não nos atendem o telefone.
Que não é por acaso que os ratos se salvam sempre.
Que vamos engolir mais palavras na vida do que imperiais geladas.
Que as imperiais escorregam melhor do que as palavras.
Que também diziam que o azeite fazia mal.
Que também diziam que ovos é que era bom.
Que a idade não é um posto. Talvez seja um porto.
Que nesse caso talvez a idade seja uma doca seca.
Que pior do que não ter currículo é ter excesso de currículo.
Que, em geral, quem está por cima se esquece do tempo em que esteve por baixo.
Que a frase anterior se presta a trocadilhos sexuais óbvios e dispensáveis.
Que as coisas ficam mesmo depois de nós partirmos.
Que nenhum ser humano ficará – mas que as coisas dos seres humanos ficam, ficam, ficam.
Que o mundo era um local mais aprazível se nos lembrássemos permanentemente que as coisas ficam mesmo depois de nós partirmos.(...)"
O Pedro tem o dom de me fazer sorrir!
Eu sorrio quando gosto, quando acho bonito, quando me dá mais um momento de prazer e me acrescenta mais um momento feliz.
Há textos do Pedro que eu gosto e outros que nem por isso e outros ainda que nem me parecem da sua autoria!
Qualidade? É sempre o que distinguimos como bom porque, e só por isso, nos agrada e nos faz sorrir, como hoje.
Que bom existirem pessoas assim!