Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que eu vesti estava errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti,
e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava colada à cara.
Álvaro de Campos
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